L de Luís de Camões

Aproveitei a sugestão e, portanto, aqui fica o Luís de Camões!
na sua versão tradicional...

Quando era pequenina a minha avó ofereceu-me, no Natal, uma versão dos Lusíadas ( para crianças, claro está) que ainda guardo religiosamente. Lembro-me de esperar que toda a gente saísse para a "bica",  desembrulhá-lo e lê-lo sorrateiramente para depois o voltar a colocar no sítio dele, junto dos outros presentes, devidamente embrulhadinho.



Reza a história (não oficial) que Camões morreu pobre, sozinho e como acrescentaria a minha mãe...piolhoso!
Em 500 anos pouco mudou então...
Numa altura em que só se fala (e vive) de tecnologia, de facebook, iphones, smartphones, de redes sociais entre tantas outras coisas, falha a rede mais importante: a humana, a do toque e carinho.
Morrem pessoas, idosas, sozinhas nas suas casas sem qualquer dignidade.
Sendo que temos energúmenos no poder que dizem coisas como esta ou esta temos mesmo que ser nós a mudança. Olhar à nossa volta e (tentar) perceber como podemos ajudar. Porque é preciso.
A minha Avó tem 90 anos, aliás, vai comemorá-los no próximo dia 17 de Fevereiro, e mora numa vila. Tem uma boa rede de suporte e felizmente nunca há-de padecer de solidão. Mas no fundo ela tem sorte.
Outros há que não.

Bem, como não quero entrar e sair num registo de tristeza deixo aqui uma "brincadeira", ainda relativa ao Camões ...
E se o Camões fosse um homem do século XXI?
Podia, muito bem, em vez  daquele colarinho pavoroso (que tem ar de ser bastante desconfortável) usar um lenço da H&M. E em vez da pala ostentar um belíssimo olho de vidro...
E deixar-se seduzir em plena Costa da Caparica por moças morenas roubadas a terras de Vera Cruz que se "bamboleassem" a caminho do Barbas.
Porque não?
Só tinha era que ter uma boa "rede" familiar e, já agora, um bom punhado de amigos (que não se finasse antes dele) caso contrário arriscava-se a morrer, mais uma vez,  pobre e sozinho - se dependesse do governo.
Não estou a ver a Manuela Ferreira Leite aceitar, nem ao Camões, o pagamento em redondilhas do transporte, aos bombeiros, para o hospital mais próximo...no máximo em prestações, vá...





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