(café parte II) Ou há bom café na Falagueira!

Este é o meu momento zen: aquele em que bebo o meu café, da manhã, da tarde, da noite...
E como li, algures numa crónica do Jornal Público, pelo Miguel Esteves Cardoso que o bom café é aquele que é moído à nossa frente, comecei nessa altura um périplo em busca de bom café, pois claro!
E encontrei... na rua do Salitre e no Chiado.
O que não estava à espera era de encontrar aqui ao pé, na Falagueira, uma casa de cafés onde o moem mesmo à nossa frente... fica aquele cheirinho a café no ar (inconfundível) enquanto a máquina o tritura.
À nossa frente aquelas típicas montras de bolachas, caseiras, e rebuçados maravilhosos que parecem ter ficado lá atrás...com o picotado!
Dentro da loja, senhores que não gostam de esperar e batem com as moedas na balança (de dois pratos)  para que o empregado não se alongue muito em explicações (sobre cafés e moinhos e outras coisas...que não interessam nada!) :)
Diz-me a minha Mãe que costumávamos lá ir, mas eu já não me lembro.
E assim trouxe um lote de arábica ( 14 euros/ kilo) es-pec-ta-cu-lar!
Este arábica menos corpulento que o robusta (o café mais forte) consiste numa harmoniosa mistura entre os arábicas de Angola, Timor, Colômbia e São Tomé e Príncipe.
Também havia moinhos, bem mais baratos que no chiado (casa Pereira) e umas lindas, lindas cafeteiras de cerâmica ( vão direitinhas para a minha wish list!).
Um grande viva à Falagueira (essa bela freguesia) e ao poder ir às compras a pé, o que hoje em dia é um luxo!

o desenho é a aguarela, o café é café mesmo :) 
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