Gaivota

Ao aproveitar os raios de sol e a meio de um desenho completamente medíocre, em Belém, de uns turistas, fui chamada à atenção por uma gaivota estridente que, se bem percebi, gritava para que a desenhasse...
Expliquei-lhe que não sou boa a fazer retratos (nem paisagens, nem monumentos, nem turistas em movimento) mas ela não quis saber e continuou ali, a exibir-se... nuns tons de cinza e castanho indecifráveis. Ficou o tempo suficiente para (lhe) apanhar os contornos...
Depois, levantou asas e partiu, como chegou - aos gritos.
Uma verdadeira arruaceira - cresceu para uns pombos, arrancou lixo ao caixote, perseguiu o que poderia ter sido uma namorada (ou namorado) ... e desapareceu por entre a luz do Sol.

Enfim, uma verdadeira hooligan...
Enviar um comentário

Mensagens populares