Diário gráfico das férias parte #3 ou Falar de Arronches

Continuando pelas férias. Então agora que chove ainda faz mais sentido.

Alguns dias foram passados em Arronches.
Arronches, para mim, não é apenas uma vila pitoresca e medieval.
É um sítio único, incrível. Traz-me à memória as minhas férias de infância passadas entre brincadeiras que podiam ir desde afogar gafanhotos a puxar os suspensórios ao Sr. Ferreira (que tinha uma gigante arca de gelados à porta de casa e fazia um belo negócio à custa da nossa gulodice).

Falar de Arronches é falar da minha Avó e dos seus fabulosos bitoques com batatas fritas.
Falar de Arronches é falar daquele calor seco que acaricia a pele em noites de estrelas (as mais brilhantes no céu). Falar das minhas férias  é lembrar aquelas noites deitada na pedra de barriga para cima a tocar no céu e a ver os aviões passar 
(já vos disse que por ali passa a maior autoestrada de aviões do mundo - sim, Arronches é grande, pelo menos para mim). 
E ver os aviões passar era também, já, um jogo de desatino a tentar perceber rotas, para onde iria aquele gigante de aço "para Norte?", "para sul?"?

Falar de Arronches é falar de infância. Da rua direita, torta e de dar as mãos a um amigo para juntos tocarmos na barriga saliente das casas que pareciam querer deitar-se pelo chão.
É, também, falar de brincar na rua, de gritos, correrias, de tentar fazer fogo com duas pedras, de joelhos sangrentos, crostas e cicatrizes.
é falar de miminhos, pão fresco e queijadinhas.



estou a aprender a gostar de Elvas.

já nem sei. é o meu património.
E por mim falava de Arronches todos os dias!
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